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Barreiras para a inovação

Soluções
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Saiba como superar os principais obstáculos que freiam o ímpeto de empresários na hora de aplicar verbas em tecnologias e ferramentas de melhorias

Inovar é palavra de ordem no varejo, mas muitos donos de supermercados esbarram em obstáculos que parecem intransponíveis. Uma pesquisa recente do Sebrae-MG apontou quatro barreiras principais: falta de recursos, ausência de tempo para planejar e executar novas ideias, falta de conhecimento técnico e insegurança quanto aos resultados. A boa notícia? É possível superar esses desafios com estratégias práticas e uma mudança de mentalidade.

A escassez de dinheiro é uma realidade para muitos supermercadistas, especialmente os de pequeno e médio porte. Mas inovação não depende apenas de grandes investimentos. “A inovação mais poderosa muitas vezes vem da simplicidade”, diz Francisco Gomes de Matos, consultor e autor de livros sobre liderança. Ele sugere olhar para dentro do próprio negócio: otimizar processos, como reduzir desperdícios na armazenagem ou reciclar resíduos, pode gerar receita extra sem custos altos. Um exemplo é negociar com fornecedores para testar novos produtos em pequena escala antes de um investimento maior. Outra ideia é buscar parcerias com startups locais ou até mesmo com o Sebrae, que oferece programas de apoio financeiro e consultoria a baixo custo.

O diretor da Expandir Gestão Estratégica de Supermercados e instrutor da Agas, Henrique Oyarzabal, lembra que, nesse cenário, conhecer os números de sua empresa é muito importante. “Estar alinhado aos índices de mercado possibilita, por exemplo, direcionar um recurso para esta finalidade; porém a falta de profissionalização e gestão financeira, bem como não separar o que é custo da empresa do custo pessoal do proprietário, acarretam muitas vezes em uma visão distorcida do resultado empresarial, pois muitas vezes não faltam recursos, mas sim organização financeira para direcionamento de todas as finalidades.”

Falta de tempo

Com a correria do dia a dia, sobra pouco tempo para pensar em soluções inovadoras. O fato é que o tempo é o recurso mais escasso, mas também um dos mais mal gerenciados. “A organização da gestão permite por exemplo, que um diretor não esteja preso nas rotinas operacionais, e de fato exerça seu papel estratégico, onde poderá buscar por inovações e aplicá-las em sua empresa”, frisa Oyarzabal. A dica é reservar momentos específicos para a inovação — nem que seja uma hora por semana. Reúna a equipe para discutir ideias rápidas, como melhorar o layout da loja ou criar promoções baseadas em dados de vendas. 

Falta de conhecimento 

Muitos supermercadistas hesitam em inovar por não dominarem tecnologias ou tendências. O ex-CEO da General Eletric, Jack Welch, revolucionou a empresa com a mentoria reversa — executivos mais velhos aprendendo com jovens sobre tecnologia. Ele sustentava que o gestor não precisa ser especialista em tudo, mas é essencial estar aberto a aprender. No seu supermercado, isso pode significar ouvir os colaboradores mais novos, que muitas vezes conhecem ferramentas digitais, ou investir em cursos rápidos online, muitos gratuitos. “Aprendizado é uma cultura que precisa ser fomentada”, lembra o diretor da Expandir. Além disso, a formação de parcerias com especialistas ajuda na orientação sobre tendências e melhores práticas do setor.

Insegurança nos resultados

Um dos problemas é que muitos executivos têm dificuldade em calcular o Retorno Sobre Investimento (ROI) da inovação. Para reduzir a insegurança, comece pequeno: teste um novo serviço, como entregas locais em um único bairro antes de expandir. Use dados que você já tem – vendas, fluxo de clientes – para embasar decisões. O medo de que uma novidade não dê certo paralisa. “Inovar é arriscar, mas o maior risco é ficar parado”, defende Chris Townsend, diretor de Marketing da Wellspring e palestrante. “Se o resultado não for o esperado, ajuste o plano. O importante é criar uma cultura de experimentação, onde erros são vistos como aprendizado, não como fracasso.”

 

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