Alternativas energéticas
Com o aumento constante das tarifas e a pressão por margens mais apertas, estratégias como iluminação LED de alta eficiência, geração solar fotovoltaica e migração para o Mercado Livre de Energia surgem como alternativas comprovadas para economizar. Dados do setor indicam que a iluminação pode responder por até 20-30% do consumo total, enquanto refrigeração e climatização pesam ainda mais. A adoção de painéis solares oferece payback médio de 3 a 5 anos, com economia contínua por 25 anos, e a migração para o Mercado Livre pode gerar reduções de 15% a 30% na conta de energia, dependendo do perfil da operação.
Essas soluções não se limitam à redução de custos. Elas melhoram a experiência do cliente, valorizam produtos, fortalecem indicadores ESG e protegem contra volatilidade tarifária, bandeiras vermelhas e mudanças regulatórias. Para empresários que operam com pouco tempo, o foco deve estar em medidas com retorno previsível e implementação ágil, combinando eficiência energética com geração própria e contratação estratégica.
OPÇÕES DE INVESTIMENTO
De acordo com o gerente comercial da Luminae, Lucas Stecconi, trocar a iluminação convencional por LED de alta eficiência pode representar até 10% de economia. Porém, considerando apenas o custo de energia da iluminação, se consegue até 80% de economia comparando com sistemas de iluminação com tecnologias anteriores ao led (fluorescente, por exemplo). Em relação a sistemas convencionais de led, a empresa relata até 50% de economia.
Além da redução de custo de energia, verifica-se também menores custos de operação e manutenção devido à alta vida útil de produtos com 5 anos de garantia. “Trabalhamos com luminárias que realçam as cores predominantes no FLV para dar mais vida aos produtos, luminária especial para o açougue que mostra a verdadeira cor da carne, assim como na padaria. A cada ano que passa as lojas físicas concorrem mais com o e-commerce, então uma loja bem iluminada interfere totalmente na experiência positiva do consumidor”, diz.
A Luminae também trabalha com painéis de energia solar fotovoltaica. “Eles continuam sendo uma excelente opção para investimento, com retorno previsível e seguro. O tempo de payback varia de acordo com a região do país, mas podemos colocar em média de 3 a 5 anos, com base nos projetos que fizemos neste ano”, garante Stecconi. A maioria dos seus clientes estão no Mercado Livre de Energia. A empresa não atua no setor, mas desenvolveu uma solução específica para esse cenário.
Segundo Stecconi, o cliente continua contratando energia a preço mais baixo no Mercado Livre, mas reduz o volume comprado. A diferença é suprida pela geração própria da usina solar, dimensionada conforme o consumo diurno da loja. Com isso, o supermercado consegue “travar” parte do custo energético por até 25 anos e ainda diminui a exposição a reajustes e bandeiras tarifárias.
LUZ DA COR DO SOL
Mais de 6.500 lojas utilizam os sistemas de iluminação da empresa e mais de 300 trabalham com energia solar. Isso inclui redes como Asun, Rissul, Macromix, Stok Center, Peruzzo, entre outras. O principal cliente nacional é o Atacadão, que possui mais de 370 lojas com o sistema Luminae de iluminação, com economia em média de 60% nas reformas e mais de 15 lojas que geram sua própria energia fotovoltaica com uma economia média de 35%.
A primeira loja de supermercado do mundo com a tecnologia led Optsolis, que imita a reprodução de cor do sol, foi implementada na rede paulista Jaú Serve, cliente há quase 15 anos. “Há soluções com sistema de monitoramento e automação de circuitos elétricos. Estudamos o consumo de energia do cliente, criamos indicadores e automatizamos os sistemas de iluminação, climatização e refrigeração para consumirem menos energia, resultando em uma economia média de 8% da conta de energia total”, afirma.
MIGRAÇÃO PARA O MERCADO LIVRE
A VR Energia trabalha com energia 100% renovável no Mercado Livre, com fontes hidrelétrica, solar e eólica, através da parceria com geradoras como o Grupo Votorantim. Além da redução de custos, isso fortalece diretamente os pilares ESG de uma rede supermercadista, permitindo associar a marca a uma operação mais sustentável, que reduz emissões e até utiliza de certificados de energia renovável (I-REC), algo cada vez mais valorizado por consumidores, investidores e indústrias parceiras.
“Hoje, em 2026, supermercados de médio e grande porte conseguem obter economias médias entre 15% e 30% na conta de energia ao migrar para o Mercado Livre, dependendo do perfil de consumo, região, modalidade tarifária e estratégia de contratação”, afirma a consultora de Energia Renovável da VR Energia, Greice Vargas. Em operações com alta carga de refrigeração, climatização e funcionamento estendido, o impacto pode ser maior, já que energia representa uma das maiores despesas operacionais do setor.
A Lei 15.269/2025 trouxe uma modernização importante do setor elétrico e ampliou a abertura do Mercado Livre para consumidores comerciais e industriais. As mudanças regulatórias e o aumento gradual da demanda tendem a pressionar preços futuros, mas Greice considera que ainda vale a pena migrar em 2026. “Na prática, o momento exige ainda mais atenção estratégica. Empresas que se antecipam conseguem negociar contratos mais competitivos, garantir previsibilidade orçamentária e estruturar uma estratégia energética mais segura para os próximos anos.”
O processo de migração leva, em média, 180 dias, conforme determinação da ANEEL. Hoje, com a modalidade de migração simplificada, o processo se tornou muito mais ágil e acessível para empresas do setor supermercadista, sem necessidade de adequações elétricas complexas. “O impacto operacional da migração é mínimo, porque não há interrupção no fornecimento de energia, muda apenas a forma de contratação e gestão da energia consumida”, observa Greice. A VR Energia já acumula mais de R$ 50 milhões em economia gerada para clientes.
BOX ATRATIVOS DO MERCADO LIVRE DE ENERGIA
Além da economia, o setor supermercadista pode obter outras vantagens no Mercado Livre:
- previsibilidade de custos e proteção contra volatilidade tarifária;
- flexibilidade contratual;
- possibilidade de gestão mais estratégica do consumo;
- fortalecimento da imagem sustentável da marca;
- ganho competitivo frente a redes que ainda permanecem no mercado cativo;
- possibilidade de centralização da gestão energética de várias lojas;
- melhoria de indicadores ESG e apoio em certificações ambientais.
